4. O Novo Templo
O antigo Santuário, beleza unida a tradição, dirigido pelos padres jesuítas, com grande freqüência de fiéis e refúgio dos alunos do Colégio Santista, foi transferido para o local atual na Av. Bartolomeu de Gusmão, 114, devido a tragédia do gasômetro. Tudo acabou como um grande sonho. Hoje o terreno onde era o Santuário faz parte do Colégio Santista.
A cidade perdeu um dos mais belos templos religiosos. E assim a Diocese de Santos escolheu um terreno ao lado do Instituto Dona Escolástica Rosa, para construir a nova igreja e dar a cidade uma nova paróquia.
Escolhido o local para a construção do novo Santuário, situado na Av. Bartolomeu de Gusmão, 114/115, na Aparecida – Santos, com as dimensões ideais para a obra, o terreno da nova igreja foi adquirido com o dinheiro recebido da empresa proprietária do Gasômetro e teve suas obras iniciadas em 1971.
Aos nove de junho de 1972, em cerimônia realizada na Capela Dom Bosco no Escolástica Rosa, em Santos, Diocese de Santos, elevada a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em presença de Sua Excelência Reverendíssima o Sr. Dom David Picão, Digníssimo Bispo Diocesano, dando execução ao que dispunha o decreto de 29 de setembro de 1971, n.º 26/17, livro D, do protocolo da Cúria Diocesana, foi lido publicamente aos fiéis o referido Decreto de Criação, da Nova Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Santos, desmembrada das Paróquias de Santo Antonio do Embaré e de Nossa Senhora da Aparecida, área compreendida entre os canais 5 e 6, Av. Bartolomeu de Gusmão e Rua Arabutan, onde está o Conjunto Habitacional Humberto Castelo Branco – BNH.
Neste mesmo dia tomou posse o primeiro pároco o Revmo. Pe. João da Silva Passos, nomeado por provisão no dia 24 de março de 1972..
Projeto arquitetônico de Enzo Gambini, o Novo Templo de arquitetura moderna e arrojada tem características próprias como amplitude, comportando maior número de fiéis e maior visão do altar, que foi criado com o objetivo de possibilitar uma reconstituição dos sermões de Cristo em meio ao povo. O projeto foi executado com muito sacrifício, sendo necessário permanente campanha para a arrecadação de fundos, como quermesse, apelos feito à sociedade divulgado pelo jornal local e a Campanha do Quilo de Ferro que foi divulgada através de listas distribuídas entre equipes que faziam parte dos movimentos comunitários da paróquia. Através da “Campanha do Ferro” o Conselho Paroquial pretendia conseguir o acabamento da estrutura, e logo após começaria a parte final da construção.
O Novo Templo funcionou na Capela Dom Bosco no Instituto Dona Escolástica Rosa durante o período de construção do novo templo, sempre dependente de campanhas para suprir a falta de verbas.
As obras estavam previstas para serem concluídas até o final de 1977 o que não aconteceu. O templo construído com linhas arrojadas e constituindo, na época, o maior vão livre em concreto da cidade (superando até mesmo o teatro do Centro de Cultura), teve sua inauguração oficial realizada em novembro de 1974, passando a funcionar na parte inferior da construção, destinada ao salão paroquial e departamento de expediente normal. Mesmo inacabado (apenas com o andar térreo concluído) o novo santuário promovia normalmente suas atividades, iniciadas em 1974. O primeiro Conselho Paroquial foi formado em novembro de 1975. Dividido em vários grupos de trabalho, que tratavam da construção da igreja, da promoção social, da catequese, dos cursos de noivos, batismo, dízimo, liturgia e cantos, e outras atribuições necessárias. Na época integravam também à paróquia vários grupos de jovens. As missas eram realizadas aos sábados às 17h30 e 19h, e no domingo 08h, 18h e 19h, ainda na parte térrea da igreja, em obras, funcionava a secretaria paroquial.
Foi muito importante o apoio dos moradores da Ponta da Praia, e dos fiéis que freqüentavam o antigo santuário que fora demolido como já vimos anteriormente. Graças à força de vontade de todos foi possível construir o novo Santuário. Assim quando se ergueu o primeiro Santuário na Rua da Constituição na época de Dona Mariana Rosina e o Sr. Alfaya, este também exigiu empenho e perseverança de todos aqueles que estavam engajados na sua construção.
Fonte: Jornal A Tribuna de Santos; Documentário de Pe. Otávio Cirillo Bortoluzzi
Os párocos que passara pela nossa Paróquia desde a sua criação foram:



































































